Existem
duas classes de almas [jivas] que vêm a este mundo. Uma classe vem dos planetas Vaikuntha pela necessidade
de nitya-lila, os eternos passatempos de Krsna. Outra vem por necessidade constitucional.
Os raios do corpo transcendental do Senhor são conhecidos como brahmajyoti, e uma partícula de um raio do brahmajyoti, é a jiva. A alma jiva é um átomo naquela refulgência, e o brahmajyoti é o produto de um número infinito de átomos jiva.
As almas caídas vêm da posição marginal dentro do brahmajyoti, e não de Vaikuntha. Então seu karma pode levá-la para o corpo de uma besta como o tigre, onde ela é cercada de uma mentalidade de tigre, ou para o corpo de uma árvore ou trepadeira, onde diferentes impressões podem cercá-la. Dessa maneira, uma pessoa envolve-se em ação e reação. A matéria não é independente do espírito.
Porque a alma veio ao mundo da exploração, e não foi ao mundo da dedicação? Isto deve ser atribuído a sua natureza inata, que é dotada de livre arbítrio. É uma escolha.
A alma é
consciente, e consciência significa dotada de liberdade. Porque a alma é
atômica, seu livre arbítrio é imperfeito e vulnerável. O resultado daquela
escolha é que algumas vêm ao mundo material e algumas vão ao mundo espiritual.
Assim, a responsabilidade está com a alma individual.
Do livro “A busca de Sri Krishna, a Realidade e o Belo” [Capítulo 4 – A origem
da alma] de Srila
Bhakti Raksaka Sridhara Maharaja.
