De acordo com as
escrituras védicas, como o Srimad
Bhagavatam e a Garbha Upanishad, a alma (jiva) de fato passa por um momento de
despertar espiritual dentro do útero materno antes de nascer:
Garbha Upanishad - '
Doutrina Esotérica sobre o Embrião '. É um antigo texto védico menor (número 17
de 108) focado na embriologia, descrevendo o desenvolvimento fetal da concepção
ao nascimento. O texto mistura observações biológicas do crescimento (mês a
mês) com aspectos espirituais, focando na alma e no propósito do nascimento. O
último verso da Upanishad atribui o texto ao sábio Pippalada .
Segundo
o Srimad
Bhagavatam (Canto 3, Capítulo 31), o
processo ocorre da seguinte forma:
Por volta do sétimo mês de gestação, a alma ganha consciência de sua situação atual e de suas vidas passadas. A alma percebe o Senhor Supremo (Krishna ou Vishnu) presente no coração como Paramatma (a Superalma), que acompanha todos os seres em todas as circunstâncias.
Ao ver a pureza do Senhor e contrastá-la com o
sofrimento e a impureza do corpo material no ventre, a alma oferece orações
fervorosas. Ela reconhece seus erros passados e promete dedicar a nova vida
exclusivamente ao serviço devocional a Krishna.
As
escrituras explicam que esse estado de iluminação é temporário. O processo de
ser "espremido" para fora do útero é descrito como extremamente
traumático. Ao nascer, a alma é imediatamente envolvida por Maya (a energia
ilusória), o que causa o esquecimento da visão divina e das promessas feitas no
ventre.
Almas
extremamente elevadas, como Sukadeva Gosvami, conseguem manter essa
consciência. Sukadeva, por exemplo, teria permanecido 16 anos no ventre para
evitar a influência de Maya ao nascer.
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