As diferentes gitas (canções) no Śrīmad-Bhāgavatam 10º canto.

 


Venu Gita ("Canto da Flauta") - encontrada no Capítulo 21 (7–19). Nesses versos, as gopis (pastoras de vacas de Vrindavana) descrevem, em profundo estado de êxtase, a beleza de Krishna tocando Sua flauta e o efeito místico que ela causa na natureza e nos seres vivos.

Gopi Gita - encontrada no Capítulo 31 (1–19). Ela é considerada o "coração" dessa escritura e a expressão máxima do amor devocional puro (Bhakti). É o canto de separação das gopis de seu amado Krsna.

Bhramara Gita ("A Canção da Abelha") – encontrada no Capítulo 47 (12-21) que relata a dor e o êxtase do amor divino das gopis (pastoras) por Krishna.  Após Krishna deixar a vila de Vrindávana para ir a Mathura, ele envia seu amigo Uddhava para levar uma mensagem às gopis e tentar consolá-las. As gopis se reúnem e começam a chorar de saudades ao lembrar de Krishna. Enquanto conversam com Uddhava, uma abelha (zangão) se aproxima. Uma das gopis principais confunde a abelha com um mensageiro de Uddhava ou do próprio Krishna, e começa a falar com ela em um estado de "loucura" provocado pelo amor divino.

Yugala-gita – encontrada no Capítulo 35 (2–25). O Canto das Gopis enquanto Krishna vagueia pela floresta. Ele narra o canto das gopis (pastoras de vacas) em Vrindavana enquanto expressam a sua intensa dor e anseio de separação de Krishna durante o dia, enquanto Ele pastoreia as vacas na floresta. As gopis se reúnem em pequenos grupos aqui e ali em Vrindavana, algumas diante da Mãe Yashoda. À medida que seu sentimento de separação se intensificava, os nomes, forma, qualidades e passatempos de Krishna começaram a se manifestar espontaneamente em seus corações.

Viraha-gita – encontrada no Capítulo 39 (19–31). Canção das Gopis enquanto Krishna deixa Vrindavana. Por ordem de Kamsa, Akrura foi a Vrindavana para levar Krishna e Balarama para Mathura. Os anciãos de Vrindavana, liderados por Nanda Maharaja, embora relutantes, prepararam-se para enviá-los. No entanto, as jovens gopis ficaram extremamente perturbadas ao saber disso. As gopis, que não suportam nem um momento de separação de Krishna, ficaram devastadas ao pensar na longa separação iminente. Reunindo-se em grupos diferentes, começaram a conversar com lágrimas nos olhos, e essa conversa é chamada de Viraha-gita.

Mahishi-gita – encontrada no Capitulo 90 (15–24). A Canção das Rainhas de Dvaraka. Após deixar Vrindavana, o Senhor Sri Krishna residiu com Suas rainhas em Sua opulenta capital, Dvaraka. Entre outros passatempos, Ele se divertia com Suas esposas nos lagos. Com Seus gestos graciosos, palavras amorosas e olhares furtivos, Ele encantava seus corações, e as rainhas ficavam totalmente absortas em pensamentos sobre Ele. A loucura transcendental (unmada) das rainhas as preenchia com tal êxtase que elas viam seu próprio estado de espírito refletido em todos e em tudo. Dez versos que expressam esse êxtase são chamados de Mahishi-gita. As rainhas se dirigiam a várias criaturas – pássaros kurari e cakravaka, o oceano, a lua, uma nuvem, um cuco, uma montanha, um rio, e assim por diante – declarando seu grande apego a Sri Krishna, sob o pretexto de demonstrar empatia por elas.

 Pranaya-gita – encontrada no Capítulo 29 (31–41). O Cântico do Amor. Entoados pelas gopis (pastoras de vacas de Vrindavana) ao chegarem para a rasa-lila e se depararem com a recusa inicial de Krishna em aceitar seu amor. Versos proferidos pelas gopis em resposta à dissimulação inicial de Śrī Kṛṣṇa, quando chegam à floresta para rāsa-līlā, em resposta ao chamado de sua canção de flauta.