Sem sadhu-sanga fica impossível à alma ter qualquer avanço espiritual. Mas então como fazer para se conseguir a companhia da pessoa santa?


  Após muitas e muitas vidas de acúmulo de sukrti (o acúmulo de atividades espirituais realizadas em vidas passadas), quando tais méritos se tornarem maduros o suficiente, sua fé nascerá assim que você se encontrar com o sadhu.

  Srila Jiva Gosvamipad conta a história de um pujari (sacerdote responsável pela adoração da deidade no altar) que, após fazer as oferendas, deixou uma lamparina de ghi (manteiga clarificada) queimando em frente ao altar. Então, um pequeno rato que por ali passava, pensou que a lamparina era um alimento e, ao tentar comê-la, tocou o fogo e se queimou por inteiro, passando a rolar de dor no chão em frente ao altar. As Thakurajis (deidades) ao verem o rato naquela situação pensaram: “Ó, esse ratinho está usando seu próprio corpo para fazer uma oferenda para nós!” e imediatamente aceitaram a oferta. Deste modo, ao morrer, o animal acumulou essa atividade espiritual inconsciente, mas que foi aceita pelo Senhor, e, assim, a alma do rato imediatamente ingressou no corpo de uma bebê humana, filha de um rei.
  Essa menina nasceu e desde pequena sua prática espiritual preferida era oferecer lamparinas de ghi. Sempre que podia ela ofertava o fogo para sua Deidade, por ser essa a última impressão que trouxera de sua vida passada. E, por estar em um corpo humano, bem como por ter amadurecido seu nível de sukrti, ela teve a oportunidade de conviver com um grande santo chamado Narada Rsi. Deste modo, após abandonar o corpo de princesa, seu próximo nascimento foi diretamente no plano divino de Vaikuntha.
                                                                       Relato de Srila BV Vana Maharaj