Como a devoção pode ser destruída?


Comentário de Śrīla Bhakti Vinod hākur do segundo verso do Śrī Upadeśāmṛta:

“Devoção é destruída por esses seis defeitos: (1) excesso de acúmulo; (2) esforço materialista; (3) conversa desnecessária; (4) rejeitar as regras feitas para si e seguir as regras feitas para os outros; (5) associar-se com não-devotos; e (6) mente volúvel”.

   Para renunciantes, qualquer acúmulo é chamado de atyāhār (significa consumo excessivo, colecionar ou esforço para acumular),  e para os devotos chefes de família, o excesso de acúmulo é ruim (acumular mais do que é necessário para viver).

   Qualquer esforço que não for favorável à devoção é chamado de prayās (se engajar em atividades que são contrárias à devoção); tais ocorrências são condenáveis.

   Conversa de vilarejo é chamada de prajalpa (perda de tempo). Mente volúvel produzida pelo desejo material é chamada de laulya (significa ter a mente volúvel na associação de pessoas de diversas concepções e ser atraído por assuntos insignificantes. Crítica aos sādhus, que decorrem de prajalpa, e considerar os deuses como independentes [do Senhor Supremo], que decorrem de laulya, são ofensas ao Nome).

   Materialistas, aqueles que são apegados ao sexo oposto, seus companheiros, ilusionistas, religiosos hipócritas, e ateístas—a associação de tais pessoas é destrutiva à devoção. Com grande cuidado, evite tais associações.

  O erro tanto de ser negligente às regras quanto de ser excessivamente preocupado com as regras são fardos para os devotos. Em um há uma rejeição da regra feita para seu estágio, e na outra há aderência às regras feitas para um estágio diferente do seu próprio.